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Moisés (em hebraico, Moshe, משה), profeta
israelita da Bíblia Hebraica (conhecida
entre os cristãos como Antigo Testamento),
da Tribo de Levi. De acordo com a tradição
judaico-cristã, Moisés foi o autor dos 5
primeiros livros do Antigo Testamento (veja
também Pentateuco). É encarado pelos judeus
como o principal legislador e um dos
principais líderes religiosos. Para os
muçulmanos, Moisés (em ár. Musa, موسى) foi
um grande profeta.
Segundo o Livro do Êxodo, Moisés foi adotado
pela filha do Faraó (não identificado) e
educado na corte como um princípe do Egipto.
Aos 40 anos, após ter matado um feitor
egípcio levado pela "justa" cólera, é
obrigado a partir para exílio, a fim de
escapar à pena de morte. Fixa-se na região
montanhosa de Midiã, situada a leste do
Golfo de Acaba. Quarenta anos depois, no
Monte de Horebe, é finalmente "comissionado
pelo Deus de Abraão" como o "Libertador de
Israel".
Ele conduziu o povo de Israel até ao limiar
de Canaã, a Terra Prometida a Abraão. No
início da jornada, acurralados pelo Faraó,
que se arrependera de te-los deixado partir,
ocorre um dos fatos mais conhecidos da
Bíblia: A divisão das águas do Mar Vermelho,
para que o povo, por terra seca, fugisse dos
egípcios, que tentando o mesmo, se afogaram.
Logo no início da jornada, no Monte de
Horebe, na Península do Sinai, Moisés
recebeu as Tábuas dos Dez Mandamentos do
Deus de Abraão, escritos "pelo dedo de
Deus". As tábuas eram guardadas na Arca do
Concerto. Depois, o código de leis é
ampliado para cerca de 600 leis. É comumente
chamado de Lei Mosaica. Os judeus, porém, a
consideram como a Lei (em hebr. Toráh) de
Deus dada a Israel por intermédio de Moisés.
Em seguida, os israelitas vagaram pelo
deserto por 40 anos até chegarem a Canaã.
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Escultura de Moisés por Michelangelo
Durante 40 anos (segundo a maioria dos
historiadores, no período entre 1250 a.C. e
1210 a.C.), conduz o povo de Israel na
peregrinação pelo deserto. Moisés morre aos
120 anos, após contemplar a terra de Canaã
no alto do Monte Nebo, na Planície de Moabe.
Josué, o ajudante, sucede-lhe como líder,
chefiando a conquista de territórios na
Transjordânia e de Canaã.
No Cristianismo, Moisés prefigura o "Moisés
Maior", o prometido Messias (em grego, o
Cristo). O relato do Êxodo de Israel, sob a
liderança por Moisés, prefigura a libertação
da escravidão do pecado, passando os
cristãos a usufruir a liberdade gloriosa
pertencente aos filhos de Deus.
Na Igreja Católica e Igreja Ortodoxa, é
venerado como santo, sendo a festa celebrada
em 4 de setembro.
Nome de Moisés
A
origem do nome Moisés é controversa. As
evidências apontam para a origem egípcia do
nome sem o elemento teofórico. Més (ou na
forma grega, mais divulgada, Mósis), deriva
da raiz substantiva ms (criança ou filho),
correlata da forma verbal msy, que significa
"gerar" (note-se que na língua egípcia, à
semelhança de outras do Próximo Oriente, a
escrita renunciava ao uso das vogais). Més
significa assim "gerado", "nascido" ou
"filho". Tome-se como exemplo os nomes dos
faraós Ahmés (Amósis), que significa "filho
de [deus] Amon-Rá", Tutmés (Tutmósis),
significando ("filho de [deus] Tut), ou
ainda Ramsés, com o significado de "filho de
[deus] Rá".
De acordo com Êxodo 2:10 (ALA), é explicado
que "quando o menino era já grande, ela [a
mãe natural] o trouxe à filha de Faraó, a
qual o adoptou; e lhe chamou Moisés,
dizendo: Porque das águas o tirei." Para os
judeus, o nome Moisés, em hebr. Móshe (מֹשֶׁה),
é associado homofonicamente ao verbo hebr.
mashah, que têm o significado de "tirar". Na
etimologia judaica popular, têm o
significado de "retirado [isto é, salvo]" da
água. Veja também Antiguidades Judaicas,
Flávio Josefo, Livro II, Cap. 9 § 6.
Estudiosos da História acreditam que o
período que Moisés passou entre os egípcios
serviu para que ele aprendesse o conceito do
"Monoteísmo", criado pelo faraó Akhenaton, o
faraó revolucionário, levando tal conceito
ao povo judeu. |