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Jerusalém (em hebraico moderno: ירושלים,
Yerushaláyim; em hebraico clássico: ירושלם;
em árabe: القدس, al-Quds: em grego
Ιεροσόλυμα, Ierossólyma) [ii], é a capital[iii]
declarada (mas não reconhecida pela
comunidade internacional) de Israel e sua
maior cidade [2] tanto em população e
área,[3] com 732.100 residentes em uma área
de 125.1 km² ou 49 milhas, se a área
disputada ao leste de Jerusalém é
incluída.[1][4][iv]Localizada nas Montanhas
Judéias, entre o mar mediterrâneo e o norte
do Mar morto, a Jerusalém moderna tem
crescido aos arredores da cidade antiga.
A cidade tem uma história que data do 4º
milênio a.C., tornando-a uma das mais
antigas do mundo.[5] Jerusalém é a cidade
santa no Judaísmo e o centro espiritual dos
judeus desde o século 10 a.C.[6] contém um
número de significativos lugares antigos
cristãos, e é considerada a terceira cidade
santa no Islão.[7] Apesar de possuir uma
área de apenas 0.9 quilômetros quadrados
(0.35 milhas),[8] a cidade antiga hospeda os
principais pontos religiosos, entre eles a
Esplanada das Mesquitas, o Muro das
lamentações, o Santo Sepulcro, a Cúpula da
Rocha e a Mesquita de Al-Aqsa. A cidade
antigamente murada, um patrimônio mundial,
tem sido tradicionalmente dividida em quatro
quarteirões, ainda que os nomes usados hoje
(os quarteirões armênio, cristão, judeu e o
muçulmano) foram introduzidos por volta do
século 19.[9] a cidade antiga foi nominada
para inclusão na lista do patrimônio mundial
em perigo por Jordan em 1982.[10] No curso
da história, Jerusalem foi destruída duas
vezes, sitiada 23 vezes, atacada 52 vezes, e
capturada e recapturada 44 vezes.[11]
Hoje, o status de Jerusalém continua um dos
maiores problemas no Conflito
israelo-palestino. A anexação de Israel do
leste de Jerusalém ocupado tem repetidamente
sido condenado pelas Nações Unidas e órgãos
relacionados,[12][13] e o povo palestino
vislumbra o leste de Jerusalém como a
capital do seu futuro Estado.[14][15] Com o
surgimento da Resolução 478 do Conselho de
Segurança da ONU, oficializou-se a retirada
das embaixadas estrangeiras de Jerusalém.
Etimologia
Ainda que a origem do nome Yerushalayim seja
incerta, várias interpretações linguísticas
têm sido propostas. Alguns acreditam que é
uma combinação das palavras em hebraico "yerusha"
(legado) e "Shalom" (paz), ou seja, legado
da paz. Outros salientam que "Shalom"; é um
cognato do nome hebraico "Shlomo", ou seja,
o Rei Salomão, o construtor do Primeiro
Templo.[16][17] Alternativamente, a segunda
parte da palavra seria Salem (Shalem
literalmente "completo" ou "em harmonia"),
um nome recente de Jerusalem[18] isto
aparece no livro de Genesis.[19] Outros
citam as cartas de Amarna, onde o nome
acadiano da cidade aparece como Urušalim, um
cognato do Hebreu Ir Shalem. Alguns
acreditam que há uma conexão a Shalim, a
deidade beneficente conhecida dos mitos
Ugaríticos como a personificação do
crepúsculo.[20]
De acordo com um midrash ( Gênesis Rabba),
Abraão veio até a cidade, e a chamou de
Shalem, depois de resgatar Ló.[21] Abraão
perguntou ao rei e ao mais alto sacerdote
Melquizedeque se podiam abençoá-lo. Este
encontro foi comemorado por adicionar o
prefixo Yeru (derivado de Yireh, o nome que
Abraão deu ao Monte do Templo) [21]
produzindo Yeru-Shalem, significando a
"cidade de Shalem," ou "fundada por Shalem."
Shalem significa "completo" ou "sem defeito.
Por isso, "Yerushalayim" significa a "cidade
perfeita", ou "a cidade daquele que é
perfeito".[22] O final -im indica o plural
na gramática hebraica e -ayim a dualidade,
possivelmente se referindo ao fato que a
cidade se situa em duas colinas.[23][24] O
pronunciamento da última sílaba como -ayim
parece ser uma modificação posterior, a qual
não havia aparecido no tempo da Septuaginta.
Alguns acreditam que a cidade chamada de
Rušalimum ou Urušalimum que aparece nos
achados do Antigo Egito é a primeira
referência a Jerusalém.[25]Os gregos
adicionaram o prefixo hiero ("sagrada") e
chamaram de Hierosolyma. Para os árabes,
Jerusalém é al-Quds ("A Sagrada"). Foi
chamada de Jebus (Yevus) pelos jebusitas. "Zion"
incialmente se referiu a parte da cidade,
mas depois passou a significar a cidade como
um todo. Durante o reinado de David, ficou
conhecida como Ir David (a cidade de David).
[26]
História
Ver artigo principal: História de Jerusalém
Consulte também: História de Israel e Judá
antiga, História da Palestina e Cronologia
de Jerusalém.

Muro de Jebusita, na cidade de Davi
Cerâmicas indicam a ocupação de Ophel,
dentro da atual Jerusalém, desde a Idade do
Cobre, ao redor do Quarto milênio
a.C.,[27][5] com evidências de assentamentos
permanentes durante o começo da Idade do
Bronze, 3000-2800 a.C.[27][28] Os Textos de
Execração (c. do século 19 AC), que se
referem a uma cidade chamada Roshlamem ou
Rosh-ramen[27] e as Cartas de Amarna (c.
século XIV a.C.) podem ser os primeiros a
falar da cidade.[29][30] Alguns arqueólogos,
incluindo Kathleen Kenyon, acreditam que
Jerusalém como cidade foi fundada pelos
povos Semitas ocidentais com assentamentos
organizados em cerca de 2600 a.C.. Segundo a
tradição judaica, a cidade foi fundada por
Shem e Eber, antepassados de Abraão. Nos
contos bíblicos, Jerusalém era uma cidade
Jebusita até o século X a.C., quando Davi
conquistou-a e fez dela a capital do Reino
Unido de Israel e Judá (c. 1000s
a.C.).[31][32] recentes escavações de uma
grande estrutura de pedra são interpretadas
por alguns arqueólogos como crédito à
narrativa bíblica.[33]
Períodos Templários
O rei Davi reinou até 970 a.C. Ele foi
sucedido pelo seu filho Salomão,[34] que
construiu o Templo Sagrado no Monte Moriá. O
Templo de Salomão (mais tarde conhecido como
o Primeiro Templo), passou a desempenhar um
papel central na história judaica como o
lugar onde estava guardada a Arca da
Aliança.[35] Ao longo de mais de 600 anos,
até à conquista babilônia, em 587 a.C.,
Jerusalém foi a capital política e religiosa
dos judeus.[36] Este período é conhecido na
história como o Período do Primeiro
Templo.[37] Após a morte de Salomão (c. 930
a.C.), as dez tribos do norte se uniram para
formar o Reino de Israel. Sob a liderança da
Casa de David e Salomão, Jerusalém continuou
a ser a capital do Reino de Judá.[37]

A
Torre de Davi como pode ser visto a partir
de Vale Hinnom.
Quando a Assíria conquistou o Reino de
Israel, em 722 a.C., Jerusalém foi
fortalecida por um grande afluxo de
refugiados provenientes do norte do reino. O
Primeiro Período Templario acabou em cerca
de 586 a.C., quando os Babilônios
conquistaram Judá e Jerusalém, e devastaram
o Templo de Salomão.[37] Em 538 a.C., após
cinquenta anos do exílio na Babilônia, o rei
persa Círio o Grande convidou os judeus a
regressarem à Judá e Jerusalém e
reconstruirem o Templo. A construção do
Segundo Templo de Salomão foi concluído em
516 a.C., durante o reinado de Dario o
Grande, setenta anos depois da destruição do
Primeiro Templo.[38][39] Jerusalém retomou o
seu papel de capital de Judá e centro de
culto judaico. Quando o comandante grego
Alexandre o Grande conquistou o império
persa, Jerusalém e Judéia caíram sob
controle grego, e em seguida sob a dinastia
ptolomaica sob Ptolomeu I. Em 198 a.C.,
Ptolomeu V perdeu Jerusalém e a Judéia para
o Selêucidas sob Antíoco III. A tentativa
Selêucida de retomar Jerusalém do dominio
grego teve sucesso em 168 a.C. com a bem
sucedida revolta macabéia de Matatias, o
Sumo Sacerdote e os seus cinco filhos contra
Antíoco Epifanes, e a criação do Reino
Hasmoneus em 152 a.C., novamente com
Jerusalém como capital.[40]
Guerras Romano-Judaicas

Cerco romano e a destruição de Jerusalém
(David Roberts, 1850)
Conforme o Império Romano se tornou mais
forte, ele colocou Herodes como um rei
cliente. Herodes o Grande, como ele era
conhecido, dedicou-se a desenvolver e
embelezar a cidade. Ele construiu muralhas,
torres e palácios, e expandiu o Templo do
Monte, reforçou o pátio com blocos de pedra
pesando até cem toneladas. Sob Herodes, a
área do Templo do Monte dobrou de
tamanho.[41][42][34] Em 6 CE, a cidade,
assim como grande parte da região ao redor,
entrou sob controle direto dos romanos como
na Judéia[43] Herodes e seus descendentes
até Agripa II permaneceram reis-clientes da
Judéia até 96 d.C. O domínio romano sobre
Jerusalém e região começou a ser contestada
a partir da primeira guerra judaico-romana,
a Grande revolta judaica, que resultou na
destruição do Segundo Templo em 70 d.C. Em
130 d.C. Adriano romanizou a cidade, e ela
foi renomeada para Aelia Capitolina.[44]
Jerusalém, mais uma vez serviu como a
capital da Judéia durante o período de três
anos da revolta conhecida como a Revolta de
Bar Kokhba. Os romanos conseguiram
recapturar a cidade em 135 d.C. e como uma
medida punitiva Adriano proibiu os judeus de
entrarem nela. Adriano rebatizou toda a
Judéia de Síria Palaestina numa tentativa de
des-judaizar o país.[45][46] A proibição
sobre os judeus entraram em Aelia Capitolina
continuou até o século IV d.C.
Nos cinco séculos seguintes à revolta de Bar
Kokhba, a cidade permaneceu sob domínio
romano, até cair sob domínio bizantino.
Durante o século IV, o Imperador romano
Constantino I construiu partes católicas em
Jerusalém, como a Igreja do Santo Sepulcro.
Jerusalém atingiu o pico em tamanho e
população no final do Segundo Período
Templário: A cidade se estendia por dois
quilômetros quadrados e tinha uma população
de 200 mil pessoas[47][45] A partir de
Constantino até o século VII, os judeus
foram proibidos em Jerusalém.[48]
Guerras Romano-persas
No período de algumas décadas, Jerusalém
trocou de mãos entre persas e romanos, até
voltar à mão dos romanos mais uma vez.
Depois, do avanço do comandante Sassânida
Khosrau II no inicio do século VII sobre os
domínios bizantinos, avançando através da
Síria, os generais Sassânidas Shahrbaraz e
Shahin atacaram a cidade de Jerusalém
(persa: dej Houdkh), então controlada pelos
bizantinos.[49]
Na Destruição de Jerusalém em 614, após
passarem 21 dias cercando a cidade,
Jerusalém foi capturada dos persas e isso
resultou na anexação territorial de
Jerusalém. Depois que o exército Sassânida
entrou em Jerusalém, a sagrada "Vera Cruz"
foi roubada e enviada de volta para a
capital sassânida como uma relíquia sagrada
da guerra. A cidade conquistada e a Santa
Cruz, permaneceriam nas mãos dos Sassânidas
por mais quinze anos, até o Imperador
Bizantino Heráclio recuperá-la em 629.[49]
Estado Islâmico

Cúpula da Rocha visto através do Portão do
Algodão.
Em 638, o Califado islâmico alargou a sua
soberania para Jerusalém. Neste momento,
Jerusalém foi declarada a terceira cidade
mais sagrada do Islã após Meca e Medina, e
referido comoal Bait al-Muquddas. Mais
tarde, ele era conhecido como al-Qods
al-Sharif.[50] Com a conquista árabe, os
judeus foram autorizados a regressar à
cidade.[51] O califa Rashidun Omar ibn
al-Khattab assinou um tratado com o
patriarca Cristão Monofisista Sofrônio,
assegurando-lhe que os lugares sagrados
cristãos de Jerusalém e a população cristã
seriam protegidos ao abrigo do Estado
muçulmano.[52] Omar foi conduzido à Pedra
Fundamental no Monte do Templo, no qual ele
claramente recusou, pois se preparava para
construir uma mesquita. De acordo com o
bispo gaulês Arculf, que viveu em Jerusalém
a partir de 679 a 688, a Mesquita de Omar
era uma estrutura retangular de madeira
construído sobre ruínas que poderia acomodar
3000 seguidores.[53] O califa Omíada
Abd-el-Melek encomendou a construção da
cúpula da Rocha no final século VII.[54] O
historiador do século X El Muqadasi escreveu
que Abd-el-Melek construiu o santuário, a
fim de competir na grandeza das monumentais
igrejas de Jerusalém.[53] Durante as quatro
próximas centenas de anos, a proeminência de
Jerusalém foi diminuída pelos poderes árabes
na região que brigavam pelo controle da
cidade.[55]
Cruzadas, Saladino e os Mamelucos
Ilustração medieval da captura de Jerusalém
durante a Primeira Cruzada, 1099
Em 1099, Jerusalém foi conquistada pelos
Cruzados, que massacraram a maior parte dos
habitantes muçulmanos e os resquícios dos
habitantes judeus. A maioria dos cristãos
foram expulsos e a maioria dos habitantes
judeus já tinha fugido, no início de junho
de 1099, a população de Jerusalém tinha
diminuído de 70.000 para menos de
30.000.[56] Os sobreviventes judeus foram
vendidos na Europa como escravos ou exilados
na comunidade judaica do Egito.[57] Tribos
árabes cristãs estabeleceram-se na destruída
Cidade Velha de Jerusalém.[58] Em 1187, a
cidade foi arrancada da mão dos Cruzados por
Saladino permitindo que os judeus e os
muçulmanos pudessem voltar e morar na
cidade.[59] Em 1244, Jerusalém foi saqueada
pelos Tártaros Kharezmian, que dizimaram a
população cristã da cidade e afastou os
judeus, alguns dos quais foram reinstalados
em Nablus.[60] Entre 1250 e 1517, Jerusalém
foi governado pelos mamelucos, que impuseram
um pesado imposto anual sobre os judeus e
destruíram os lugares sagrados dos cristãos
no Monte Sião.[61]
Domínio Otomano
Em 1517, Jerusalém e região caiu sob domínio
Turco Otomano, que permaneceu no controle
até 1917.[59]Como em grande parte do domínio
Otomano, Jerusalém permaneceu um provincial
e importante centro religioso, e não
participava da principal rota comercial
entre Damasco e Cairo.[62] No entanto, os
turcos muçulmanos trouxeram muitas
inovações: sistemas modernos de correio
usado por vários consulados, o uso da roda
para modos de transporte; diligências e
carruagens, o carrinho de mão e a carroça, e
a lanterna a óleo, entre os primeiros sinais
de modernização da cidade.[63] Em meados do
século XIX, os otomanos construída a
primeira estrada pavimentada de Jaffa a
Jerusalém, e em 1892 a ferrovia havia
atingido a cidade.[64]
Com a ocupação de Jerusalém por Muhammad Ali
do Egito em 1831, missões e consulados
estrangeiros começaram a se estabelecer na
cidade. Em 1836, Ibrahim Pasha permitiu aos
judeus reconstruírem as quatro grandes
sinagogas, entre eles a Hurva.[65]
O controle turco foi reinstalado em 1840,
mas muitos egípcios muçulmanos permaneceram
em Jerusalém. Judeus de Argel e da África do
Norte começaram a instalar-se na cidade, em
um número cada vez maior.[66] Ao mesmo
tempo, os otomanos construíram curtumes e
matadouros perto dos lugares sagrados judeus
e cristãos "para que um mau cheiro, sempre
pesteie os infiéis".[67] Nas décadas de 1840
e 1850, os poderes internacionais iniciaram
um "cabo-de-guerra" na Palestina, uma vez
que tentaram ampliar sua proteção ao longo
do país para as minorias religiosas, uma
luta realizada principalmente através de
representantes consulares em Jerusalém.[68]
De acordo com o cônsul prussiano, a
população em 1845 era de 16.410, 7120
judeus, 5.000 muçulmanos, 3390 cristãos, 800
soldados turcos e 100 europeus.[69] O volume
de peregrinos cristãos aumentou sob o
domínio dos otomanos, dobrando a população
da cidade em torno da época da Páscoa.[70]
Na década de 1860, novos bairros começaram a
surgir fora dos muros da Cidade Velha para
aliviar a intensa superlotação e o pobre
saneamento na cidade intramuros. O Composto
Russo e Mishkenot Sha'ananim foram fundados
em 1860.[71]
Mandato Britânico e a Guerra de 1948
Ver artigo principal: Mandato Britânico da
Palestina, Guerra Civil na Palestina
(1947-1948) e Guerra árabe-israelense de
1948
General Edmund Allenby entra no Portão de
Jaffa na Cidade velha de Jerusalém em 11 de
Dezembro de 1917.
Em 1917 após a Batalha de Jerusalém, o
exército britânico, liderado por General
Edmund Allenby, capturou a cidade.[72] E, em
1922, a Liga das Nações sob a Conferência de
Lausanne confiou ao Reino Unido a
administração da Palestina.
De 1922 a 1948 a população total da cidade
passou de 52.000 para 165.000, sendo dois
terços de judeus e um terço de árabes
(muçulmanos e cristãos).[73] A situação
entre árabes e judeus na Palestina não foi
calma. Em Jerusalém, em especial nos motins
ocorridos em 1920 e em 1929. Sob o domínio
britânico, novos subúrbios foram construídos
no oeste e na parte norte da cidade[74][75]
e instituições de ensino superior, como a
Universidade Hebraica, foram fundadas.[76]
A medida que o Mandato Britânico da
Palestina foi terminando, o Plano de
Partilha das Nações Unidas de 1947
recomendou "a criação de um regime
internacional, em especial na cidade de
Jerusalém, constituindo-a como uma corpus
separatum no âmbito da administração das
Nações Unidas".[77] O regime internacional
deveria continuar em vigor por um período de
dez anos, e seria realizado um referendo na
qual os moradores de Jerusalém iriam votar
para decidir o futuro regime da cidade. No
entanto, este plano não foi implementado,
porque a guerra de 1948 eclodiu enquanto os
britânicos retiravam-se da Palestina e
Israel declarou sua independência.[78]
A guerra levou ao deslocamento das
populações árabe e judaica na cidade. Os
1.500 residentes do Bairro Judeu da Cidade
Velha foram expulsos e algumas centenas
tomados como prisioneiros quando a Legião
Árabe capturou o bairro em 28 de maio.[79]
Moradores de vários bairros e aldeias árabes
do oeste da Cidade Velha saíram com a
chegada da guerra, mas alguns permaneceram e
foram expulsos ou mortos, como em Lifta ou
Deir Yassin.[80][81][82]
Divisão e a controversa reunificação
Ver artigo principal: Posições sobre
Jerusalém
Consulte também: Resolução 194 da Assembléia
Geral das Nações Unidas e Ocupação da
Cisjordânia e de Jerusalém Oriental pela
Jordânia.
Policiais israelenses encontram um
legionário jordaniano perto do Portão de
Mandelbaum.
A guerra terminou com Jerusalém dividida
entre Israel e Jordânia (então Cisjordânia).
O Armistício de 1949 criou uma linha de
cessar-fogo que atravessava o centro da
cidade e à esquerda do Monte Scopus como um
exclave israelense. Arame farpado e
barreiras de concreto separaram Jerusalém de
leste a oeste, e caçadores militares
freqüentemente ameaçaram o cessar-fogo. Após
a criação do Estado de Israel, Jerusalém foi
declarada a sua capital. A Jordânia anexou
formalmente Jerusalém Oriental, em 1950,
sujeitando-a à lei jordaniana, em uma
atitude que só foi reconhecido pelo
Paquistão.[83][78]
A Jordânia assumiu o controle dos lugares
sagrados na Cidade Velha. Oposto aos termos
do acordo, foi negado o acesso dos
israelitas aos locais sagrados judaicos,
muitos dos quais foram profanados, e apenas
permitiram o acesso muito limitado aos
locais sagrados cristãos.[84][85] Durante
este período, a cúpula da Rocha e a Mesquita
de al-Aqsa sofreram grandes renovações.[86]
Mapa mostrando q divisão leste-oeste de
Jerusalém.
Durante a Guerra dos Seis Dias em 1967,
Israel ocupou Jerusalém Oriental e afirmou
soberania sobre toda a cidade. O acesso aos
lugares sagrados judeusfoi restabelecido,
enquanto a Esplanada das Mesquitas
permaneceu sob a jurisdição de um islâmico
waqf. O bairro marroquino, que era
localizada adjacente ao Muro das
Lamentações, foi desocupado e destruído[87]
para abrir caminho à uma praça para aqueles
que visitam o muro.[88] Desde a guerra,
Israel tem expandido as fronteiras da cidade
e estabeleceu um "anel" de bairros judeus em
terrenos vagos no leste da Linha Verde.
No entanto, a aquisição de Jerusalém
Oriental recebeu duras com críticas
internacionais. Na sequência da aprovação da
Lei de Jerusalém, que declarou Jerusalém
"completa e unida", a capital de Israel,[89]
o Conselho de Segurança das Nações Unidas
aprovou uma resolução que declarava a lei
"uma violação do direito internacional" e
solicitou que todas as os Estados-membros
retirarassem suas embaixadas da cidade.[90]
O status da cidade, e especialmente os seus
lugares sagrados, continuam a ser uma
questão central no conflito
palestino-israelense. Colonos judaicos
ocuparam lugares históricos e construíram
suas casas em terras confiscadas de
palestinos,[91] a fim de expandir a presença
judaica na parte oriental de Jerusalém,[92]
enquanto líderes islâmicos têm insistido que
os judeus não têm qualquer laço histórico
com Jerusalém.[93] Os palestinos encaram
Jerusalém Oriental como a capital do futuro
Estado palestino,[94][95] e as fronteiras da
cidade têm sido assunto de conversas
bilaterais.
Geografia
Vista de Jerusalém da Floresta de Yad Vashem
Jerusalém está situada no sul de um planalto
no Judéia, que inclui o Monte das Oliveiras
(Leste) e o Monte Scopus (Nordeste). A
elevação da Cidade Velha é de
aproximadamente 760 m.[96] A grande
Jerusalém é cercada por vales e leitos de
rio secos (wadis). Os vales do Cédron,
Hinnom, e Tyropoeon se unem em uma área ao
sul da cidade antiga de Jerusalém.[97] O
Vale do Cédron segue para o leste da Cidade
Velha e divide o Monte das Oliveiras a
partir da cidade propriamente dita. Ao longo
do lado sul da antiga Jerusalém está o Vale
de Hinnom, uma ravina íngreme associada com
a escatoloia bíblica com o conceito de
inferno ou Geena.[98] O Vale de Tyropoeon
começa na região noroeste próximo ao Portão
de Damasco, dirige-se ao sudoeste através do
centro da Cidade Velha para baixo do
Reservatório de Siloé, e a parte inferior é
dividida em duas colinas, o Monte do Templo
no leste, e o resto da cidade no oeste (as
partes alta e baixa da cidade descrita por
Josefo). Hoje, este vale está escondido por
destroços que se acumularam ao longo dos
séculos.[97]
Nos tempos bíblicos, Jerusalém foi cercada
por florestas de amêndoa, azeitona e
pinheiros. Ao longo de séculos de guerras e
de negligência, estas florestas foram
destruídos. Os agricultores da região de
Jerusalém, então, construíram terraços de
pedra ao longo das encostas para reter o
solo, um recurso ainda muito em evidência na
paisagem de Jerusalém.[99]
Abastecimento de água sempre foi um grande
problema em Jerusalém, atestada pela
intrincada rede de antigos aquedutos,
túneis, reservatórios e cisternas
encontrados na cidade.[100]
Jerusalém está a 60 km[101] ao leste de Tel
Aviv e do Mar Mediterrâneo. No lado oposto
da cidade, cerca de 35 km[102] de distância,
está o Mar Morto, a menor massa de água da
Terra. Cidades e vilas vizinhas incluem
Belém e Beit Jala para o sul, Abu Dis e
Ma'ale Adumim para o leste, Mevaseret Zion
para o oeste, e Ramallah e Giv'at Ze'ev para
o norte.[103][104][105]
Panorama do Templo do Monte, incluindo a
Cúpula da Rocha, visto do Monte das
Oliveiras
Clima
A cidade é caracterizada por uma clima
mediterrânico, com verões quentes e secos, e
invernos amenos e chuvosos. Uma fina neve
cai normalmente uma ou duas vezes ao
inverno, embora a cidade experimente forte
neve a cada sete anos em média.[106] Janeiro
é o mês mais frio do ano, com uma
temperatura média de 8°C, julho e agosto são
os meses mais quentes, com temperaturas
médias de 23°C. As temperaturas variam muito
do dia para a noite, e as noites de
Jerusalém são tipicamente amenas mesmo no
verão. A precipitação média anual é de
aproximadamente 590 milímetros com o período
das chuvas ocorrendo principalmente entre
outubro e maio.[107]
A maior parte da poluição do ar em Jerusalém
vem do tráfego de veículos.[108] Muitas das
principais ruas de Jerusalém não foram
construídas para acolher um volume tão
grande de veículos, levando à
congestionamentos freqüentes e grande
quantidade de monóxido de carbono liberado
na atmosfera. A poluição industrial dentro
da cidade é baixa, mas as emissões
provenientes de fábricas na costa
mediterrânica podem se deslocar devido aos
ventos e pairar sobre a cidade.[108] [109]
[Esconder]Médias de temperatura para
Jerusalém
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out
Nov Dez
Média máxima °C 12 13 16 21 25 28 29 29 28
25 19 14
Média mínima °C 4 4 6 9 12 15 17 17 16 14 9
6
Precipitação (mm)
142.2 114.3 99.1 30.5 2.5 0.0 0.0 0.0 0.0
22.9 68.8 109.2
Fonte: The Weather Channel[107]
Governo
Atualmente Jerusalém é um município em
Israel e também a sua capital e a sede do
governo, embora não seja reconhecida como
tal pela ONU e pela UE.
A cidade é governada por um conselho
municipal composto por 31 membros eleitos
cada quatro anos. Desde 1975, o presidente
da câmara (prefeito) é eleito por sufrágio
direto cumprindo um mandato de 5 anos e
apontando 6 deputados. O prefeito atual de
Jerusalém, Uri Lupolianski, foi eleito em
2003.[110] O Ministério para os Assuntos
Religiosos israelita tem responsabilidade
pelos locais sagrados da cidade, embora cada
comunidade religiosa deva zelar pela
preservação dos seus edifícios.
Órgão à parte de prefeito e deputados, os
membros do conselho da cidade não recebem
salários, trabalhando de forma voluntária. O
prefeito que mais tempo serviu Jerusalém foi
Teddy Kollek, que passou 28 anos, seis
mandatos consecutivos, no posto. A maioria
dos encontros do Conselho de Jerusalém são
privados, mas a cada mês, mantém uma sessão
aberta ao público.[110] Dentro do Conselho
da cidade, grupos políticos religiosos
formam uma facção especialmente poderosa,
possuindo a maioria dos assentos.[111] A
base do Município de Jerusalém e do gabinete
do prefeito fica na Praça Safra (Kikar
Safra), na Rua Jafa. O novo complexo
municipal, compreendendo dois prédios
modernos e dez prédios históricos
recuperados entorno de uma grande praça, foi
aberto em 1993.[112] A cidade termina no
Distrito de Jerusalém, com Jerusalém como a
capital do distrito.
Status político
O prédio Knesset em Jerusalém, sede do
legislativo do governo de Israel
Em 5 de dezembro de 1949, o primeiro
ministro do Estado de Israel, David
Ben-Gurion, proclamou Jerusalém como a
capital de Israel[113] e desde então todos
os órgãos do governo de Israel —
legislativo, judicial, e executivo — tem
residido lá.[114] Na época da proclamação,
Jerusalém foi dividida entre Israel e o
Jordão e assim, somente o oeste de Jerusalém
foi considerado capital de Israel.
Imediatamente depois de uma guerra de seis
dias em 1967, entretanto, Israel anexou o
Leste de Jerusalém, a tornando de facto
parte da capital Israelense. Israel
conservou o status da "completa e unificada"
Jerusalém — oeste e leste — como sua
capital, em 1980 Lei básica: Jerusalém,
Capital de Israel.[115]
O status de uma "Jerusalem unificada" como
"eterna capital" de Israel[116][113] tem
sido um problema de imensa controvérsia
dentro da comunidade internacional.
Entretanto, alguns países mantém consulados
em Jerusalem, e duas embaixadas nos
subúrbios de Jerusalem, todas as embaixadas
estão localizadas fora da propriedade da
cidade, a maioria em Tel Aviv.[117][118]
A Suprema Corte de Israel.
A Casa Oriental.
A não-vinculativa Resolução 478 do Conselho
de Segurança das Nações Unidas, tramitada em
20 de agosto de 1980, declarou que a Lei
Fundamental eral "nula e de nenhum efeito e
deve ser resolvida imediatamente. "Os
Estados-Membros foram aconselhados a retirar
a sua representação diplomática da cidade
como uma medida punitiva. A maioria dos
países restantes com embaixadas em Jerusalém
cumpriram a resolução deslocando elas para
Tel Aviv, onde muitas embaixadas já residiam
antes da Resolução 478. Atualmente não
existem embaixadas localizadas dentro dos
limites da cidade de Jerusalém, embora
existam embaixadas em Mevaseret Zion, na
periferia de Jerusalém, e quatro consulados
na cidade em si.[117] Em 1995, o congresso
dos Estados Unidos tinha planejado mover sua
embaixada de Tel Aviv para Jerusalem com a
aprovação do Ato da embaixada de
Jerusalém.[119] Entretanto, o Presidente dos
Estados Unidos da América George W. Bush foi
questionado que as resoluções do congresso
aprovando o status de Jerusalem eram
meramente admoestativas. A constituição
reserva relações exteriores como um poder
executivo, e como este, a embaixada dos
Estados Unidos ainda continua em Tel Aviv.[120]
As instituições mais proeminentes em Israel,
incluindo o Knesset,[121] a Suprema
Corte,[122] e as residências oficiais do
Presidente e Primeiro Ministro, estão
localizadas em Jerusalém. Prioritariamente à
criação do Estado de Israel, Jerusalem
serviu como capital administrativa do
mandato britânico, o qual inclui até o dia
presente a Israel e a Jordânia.[123] De 1949
até 1967, o oeste de Jerusalem serviu como
capital de Israel, mas não foi reconhecido
internacionalmente como tal, porque a
Resolução 194 da Assembléia Geral da ONU
projetou Jerusalém como uma cidade
internacional. Como resultado da Guerra dos
Seis Dias em 1967, o conjunto de Jerusalém
veio sob controle israelita. Em 27 de junho
de 1967, o governo de Levi Eshkol prorrogou
a lei israelita e a jurisdiçaõ para a
Jerusalém Oriental, mas concordou que o
conjunto da administração do Templo do Monte
seria mantida pelo waqf jordaniano, no
âmbito do Ministério Jordaniano de Dotação
Religiosa.[124] Em 1988, Israel ordenou o
fechamento da Casa Oriental, sede da
Sociedade de Estudos Árabes, mas também
quartel da Organização para a Libertação da
Palestina, por razões de segurança. O prédio
foi reaberto em 1992 como uma pousada
palestina.[125][126] Os Acordos de paz de
Oslo instituem que o status final de
Jerusalém seria determinado pelas
negociações com a Autoridade Nacional
Palestiniana, que considera o leste de
Jerusalém como a capital de um futuro Estado
palestino.[14]
Demografia
População de Jerusalém
Ano Total
1525 4 700
1538 7 900
1553 12 384
1562 12 650
1800 8 750
1844 15 510
1876 25 030
1896 45 420
1922 62 578
1931 90 053
1944 157 000
1948 165 000
1967 263 307
1980 407 100
1985 457 700
1990 524 400
1995 617 000
2000 657 500
2005 706 400
Ver artigo principal: Demografia de
Jerusalém
Em maio de 2007, Jerusalém tinha uma
população de 732 100 - 64% eram judeus, 32%
muçulmanos, e 2% Cristãos.[1] No final de
2005, a densidade populacional era de
5.750,4 habitantes por quilômetro
quadrado.[3][127] De acordo com um estudo
publicado em 2000, a porcentagem de judeus
na cidade tem decrescido; isso foi atribuído
a uma maior taxa de natalidade dos
palestinos, e a moradores judeus que
deixaram a cidade. O estudo também constatou
que cerca de nove por cento dos 32 488
habitantes da Cidade Velha eram judeus.[128]
Em 2005, 2850 imigrantes se estabeleceam em
Jerusalém, grande parte vindos do Estados
Unidos, França, e da ex-União Soviética. Em
termos da população local, o número de
residentes que deixa a cidade é maior do que
o número dos que chegam. Em 2005, 16 000
foram embora de Jerusalém e apenas 10 000 se
mudaram para a cidade.[3] No entanto, a
população de Jerusalém continua a aumentar
devido à elevada taxa de natalidade,
especialmente na população árabe e nas
comunidades judaicas Haredi.
Consequentemente, a taxa total de
fecundidade em Jerusalém (4.02) é superior
da de Tel Aviv (1,98) e bem acima da média
nacional de 2,90. O tamanho médio das 180
000 famílias de Jerusalém é de 3,8
pessoas.[3]
Em 2005, a população total aumentou cerca de
13 000 (1,8%) - semelhante à média nacional
israelense, mas a composição étnica e
religiosa está mudando. Enquanto 31% da
população judaica é constituída por crianças
abaixo dos quinze anos, o índice para a
população árabe é de 42%.[3] Isto parece
reforçar as observações de que a porcentagem
de judeus em Jerusalém tem diminuído ao
longo das últimas quatro décadas. Em 1967,
os judeus representavam 74 por cento da
população, enquanto que o índice em 2006 era
nove por cento menor.[129] Os possíveis
fatores são o elevado custo da habitação,
menos oportunidades de emprego e o crescente
caráter religioso da cidade. Muitas pessoas
estão indo para os subúrbios e cidades
costeiras, em busca de habitação mais barata
e um estilo de vida secular.[130]
A demografia e a divisão da população árabe
e judaica desempenham um papel importante na
disputa em Jerusalém. Em 1998, o
Departamento de Desenvolvimento de Jerusalém
propôs expandir os limites da cidade para o
oeste a fim de incluir mais áreas povoadas
por judeus.[131]
Crítica ao planejamento urbano
Os críticos dos esforços para promover uma
maioria judaica em Israel dizem que as
políticas de planejamento do governo são
motivados por estudos demográficos que
procuram limitar a construção do povo árabe,
promovendo, simultaneamente, a construção
para o povo judeu.[132] De acordo com um
relatório do Banco Mundial, o número de
violações em construções registradas entre
1996 e 2000 foi quatro vezes e meia superior
nos bairros judaicos, mas foram emitidas
quatro vezes menos ordens de demolição em
Jerusalém Ocidental do que em Jerusalém
Oriental; palestinos em Jerusalém eram menos
propensos a receber a permissão de
construuir que os judeus, e "as autoridades
provavelmente agem mais contra os palestinos
que constroem sem licença" do que contra os
judeus que violam o processos de
licenciamento.[133] Nos últimos anos,
fundações judaicas privadas têm recebido
permissão do governo para desenvolver
projetos em terras disputadas, como no
parque arqueológico Cidade de Davi, no
bairro palestino de Silwan (ao lado da
Cidade Velha),[134] e o Museu da Tolerância
no cemitério de Mamilla (ao lado da Praça
Tzion).[135] O governo de Israel também está
desapropriando terras palestinas para a
construção do Muro da Cisjordânia.[133] Os
opositores vêem esse planejamento urbano
como movimentos orquestrados para a
judaização de Jerusalém.[136][137][138]
Economia
Hadar Mall, Talpiot
Históricamente, a economia de Jerusalém foi
sustentada quase que exclusivamente por
pelegrinos religiosos, e era localizada
longe dos maiores portões de Jaffa e
Gaza.[139] Os marcos religiosos de Jerusalem
hoje permanecem a principal razão de
visitantes estrangeiros, com a maioria dos
turistas visitando o Muro das Lamentações e
a Cidade Antiga,[3] mas no meio do século se
tornou muito claro que a providência de
Jerusalem não pode ser somente sustentada
por sua significância religiosa.[139]
Ainda que muitas estatísticas indiquem
crescimento econômico na cidade, desde 1967
a Jerusalém oriental tem ficado atrasada em
relação ao desenvolvimento da Jerusalém
ocidental.[139] Todavia, a porcentagem de
famílias com pessoas empregadas é maior para
famílias árabes (76.1%) que para famílias
judaicas (66.8%). A taxa de desemprego em
Jerusalém (8.3%) é um pouco melhor que a
média nacional (9.0%), ainda que a força de
trabalho civil seja estimada para menos da
metade de todas as pessoas de 15 anos em
diante — fica abaixo em comparação à de Tel
Aviv (58.0%) e Haifa (52.4%).[3] A pobreza
da cidade tem crescido bastante nos últimos
anos; entre 2001 e 2007, o número de pessoas
abaixo da linha de pobreza cresceu 40%.[140]
Em 2006, a renda per capita mensal de um
trabalhador em Jerusalém foi de 5 940 Novos
Sheqel (NIS) (US$1 410), NIS 1 350 menor que
a recebida por um trabalhador em Tel Aviv.[140]
Mercado de Mahane Yehuda no oeste de
Jerusalém
Durante o mandato britânico, uma lei foi
estabelecida requerendo que todos os prédios
fossem construídos de Meleke para preservar
a característica estética e histórica única
da cidade.[75] Complementando esta
arquitetura, que ainda continua em vigor, é
o descorajamento de indústria pesada em
Jerusalém; somente entorno de 2.2% da terra
de Jerusalem é zoneada por "indústrias e
infraestrutura." Por comparação, a
porcentagem de terra em Tel Aviv zoneada por
indústrias e infraestrutura é duas vezes
mais alta, e em Haifa, sete vezes mais
alta.[3] Somente 8.5% da força de trabalho
do Distrito de Jerusalém é empregada no
setor de manufatura, que é metade da média
nacional (15.8%). Mais alto que a
porcentagem média são os empregados em
educação (17.9% vs. 12.7%); saúde e bem
estar (12.6% vs. 10.7%); comunidade e
serviço social (6.4% vs. 4.7%); hotéis e
restaurantes (6.1% vs. 4.7%); e a
administração pública (8.2% vs. 4.7%).[141]
Apesar de Tel Aviv permanecer o centro
financeiro de Israel, um número crescente de
companhias de alta tecnologia estão se
movendo para Jerusalém, provendo 12.000
empregos em 2006.[142] O parque industrial
do norte de Jerusalem Har Hotzvim é a sede
de algumas das maiores corporações de
Israel, entre elas a Intel, Teva
Pharmaceutical Industries, e ECI Telecom.
Planos de expansão para o parque industrial
prevê uma centena de novos negócios, um
posto de bombeiros, e uma escola, cobrindo
uma área de 530.000 m² (130 acres).[143]
Desde o estabelecimento do Estado de Israel,
o governo nacional tem permanecido o maior
investidor na economia de Jerusalém. O
governo, centrado em Jerusalém, gera um
largo número de empregos, e oferece
subsídios e incentivos para novas
iniciativas em negócios e empresas
iniciantes.[139]
Cultura
O Santuário do Livro, possui os pergaminhos
do Mar Morto, no Museu de Israel
Museu Torre de David
Apesar de Jerusalém ser conhecida
primeiramente pela sua significância
religiosa, a cidade também é sede de muitos
eventos artísticos e culturais. O Museu de
Israel atrai perto de um milhão de
visitantes por ano, aproximadamente um terço
deles são turistas.[144] Os 20 acres do
complexo de museus compreende vários prédios
possuindo exibições especiais e coleções
extensivas achados judaicos, arqueológicos e
arte israelita e européia. Os pergaminhos do
Mar Morto, descoberto no meio do século XX
nas cavernas de Qumran perto do Mar Morto,
estão hospedadas no Santuário do Livro.[145]
A Ala Nova, cuja construção mudou as
exibições e funciona um extensivo programa
de educação em arte, é visitado por 100.000
crianças por ano. O museu tem uma larga
escultura no jardim de fora, e um modelo no
tamanho escala do segundo templo foi
recentemente movido do hotel Holyland para
uma nova localização no território do
museu.[144] O Museu Rockefeller, localizado
no leste de Jerusalém, foi o primeiro museu
arqueológico no meio oeste. Foi construído
em 1938 durante o mandato
britânico.[146][147] O Museu Islâmico no
Monte do Templo, estabelecido em 1923,
guarda muitos artefatos islâmicos, do menor
kohl cantil e manuscritos raros a colunas
gigantes de mármore.[148]
Teatro de Jerusalém
Yad Vashem, o memorial nacional de Israel
para as vítimas do holocausto, guarda a
maior biblioteca do mundo de informações
relacionadas ao holocausto,[149] com
estimados 100.000 livros e artigos. O
complexo contém um museu de arte que explora
o genocídio dos judeus através de exibições
que focam em estórias pessoais de indivíduos
e famílias mortas no holocausto e uma
galeria de arte apresentando o trabalho de
artistas que pereceram. Yad Vashem também
relembra as 1.5 milhões de crianças judéias
assassinadas pelos nazistas, e honra os
justos entre as nações.[150] O museu na
junção, que explora erros de coexistência
através da arte é situado na estrada
divisória oriental e ocidental de
Jerusalém.[151]
O Centro de convenção internacional.
A Orquestra sinfônica de Jerusalém,
estabelecida nos anos 40,[152] se apresentou
pelo mundo.[152] Outros estabelecimentos de
arte incluem o Centro de Convenção
Internacional (Binyanei HaUmá) perto da
entrada da cidade, aonde a Orquestra
Filarmônica de Israel se apresenta, a
Cinemateca de Jerusalém, o Centro Gerard
Behar (formalmente Beit Ha'am) na parte
baixa de Jerusalém, o Centro de Música de
Jerusalém no Yemin Moshe,[153] e o Centro
Musical de Targ no Ein Kerem. O Festival de
Israel, com performances externas ou
internas por cantores locais e
internacionais, concertos, peças e teatro de
rua, tem sido mantido anualmente desde 1961;
durante os últimos 25 anos, Jerusalem tem
sido o maior organizador deste evento. O
Teatro de Jerusalém na vizinhança de Talbiya
é sede de 150 concertos ao ano, como também
de companhias de teatro e dança e artistas
performáticos de além mares.[154] O Khan,
localizado em um caravançarai oposto à
estação de trêns da antiga Jerusalém, é o
único teatro de repertório.[155] A própria
estação se tornou um local para eventos
culturais no anos recentes, como também o
lugar de Shav'ua Hasefer, um local de
exposição literária anual e de performances
musicais externas.[156] O Festival de Cinema
de Jerusalem é mantido anualmente,
apresentando filmes israelitas e
internacionais.[157]
O Teatro Nacional Palestino, por muitos anos
o único centro cultural árabe no leste de
Jerusalém, procura novas idéias e abordagens
inovadoras para a auto-expressão palestina.
[158] A Casa Ticho, no centro de Jerusalém,
possui pinturas de Anna Ticho e coleções
judaicas de seu marido, um oftalmologista
que abriu a primeira clínica de olhos da
cidade neste prédio em 1912.[159] Al-Hoash,
estabelecida em 2004, é uma galeria de
preservação da arte palestina.[160]
Significado religioso
Ver artigo principal: Significado religioso
de Jerusalém
O Muro das Lamentações
Jerusalém tem um papel importante no
judaísmo, cristianismo e islamismo. O Livro
anual de estatística de Jerusalém listou
1.204 sinagogas, 158 igrejas, e 73 mesquitas
dentro da cidade.[161] Apesar dos esforços
em manter coexistência pacífica religiosa,
alguns locais, como a Esplanada das
Mesquitas, tem sido continuamente fonte de
atritos e controvérsias.
Jerusalém é sagrada para os judeus desde que
o Rei Davi a proclamou como sua capital no
10º século a.C. Jerusalém foi o local do
Templo de Salomão e do Segundo Templo.[6]
Ela é mencionada na Bíblia 632 vezes. Hoje,
o Muro das Lamentações, um remanescente do
muro que contornava o Segundo Templo, é o
segundo local sagrado para os judeus
perdendo apenas para o Santo dos santos no
próprio Monte do Templo.[162] Sinagogas ao
redor do mundo são tradicionalmente
construídas com o seu arco sagrado voltado
para Jerusalém,[163] e arcos dentro de
Jerusalém voltado para o Santo dos
santos.[164] Como prescrito no Mixná e
codificado no Shulkhan Arukh, orações
diárias são recitadas em direção a Jerusalém
e ao Monte do Templo. Muitos judeus tem
placas de "Mizrach" (oriente) penduradas em
uma parede de suas casas para indicar a
direção da oração.[164][165]
Igreja do Santo Sepulcro.
O cristianismo reverencia Jerusalém não
apenas pela história do Antigo Testamento
mas também por sua significância na vida de
Jesus. De acordo com o Novo Testamento,
Jesus foi levado para Jerusalém logo após
seu nascimento[166] e depois em sua vida
quando limpou o Segundo Templo.[167] O
Cenáculo que se acreditava ser o local da
última ceia de Jesus, é localizado no Monte
Zion no mesmo prédio que sedia a tumba de
David.[168][169] Outro lugar proeminente
cristão em Jerusalém e o Gólgota, o local da
crucificação. O Evangelho de João o descreve
como sendo localizado fora de Jerusalem,[170]
mas evidências arqueológicas recentes
sugestionam que Golgotha fica a uma curta
distância do muro da Cidade Antiga, dentro
do confinamento dos dias presentes da
cidade.[171] A terra correntemente ocupada
pelo Santo Sepulcro é considerado um dos
principais candidatos para o Gólgota e ainda
tem sido um local de peregrinação de
cristãos pelos últimos dois mil
anos.[171][172][173]
A mesquita de al-Aqsa, o terceiro local mais
sagrado no Islão
Jerusalém é considerada a terceira cidade
sagrada do Islamismo.[7] Aproximadamente um
ano antes de ser permanentemente trocada por
Caaba em Mecca, a qibla (direção da oração)
para os muçulmanos era Jerusalém.[174] A
permanência da cidade no Islão, entretanto,
é primariamente de acordo com a Noite de
Ascensão de Maomé (c. 620 d.C.). Os
muçulmanos acreditam que Maomé foi
miraculosamente trasportado em uma noite de
Mecca para o Monte do Templo em Jerusalém,
aonde ele ascendeu ao Paraíso para encontrar
os profetas anteriores do Islão.[175][176] O
primeiro verso no Al-Isra do Alcorão
notifica o destino da jornada de Maomé como
a mesquita de al-Aqsa (a mais
distante),[177] em referência à sua
localização em Jerusalém. Hoje, o Monte do
Templo é coberto por dois marcos islâmicos
para comemorar o evento — A Mesquita de
Al-Aqsa, derivada do nome mencionado no
Alcorão, e a Cúpula da Rocha, que fica em
cima da Pedra Fundamental, na qual os
muçulmanos acreditam que Maomé ascendeu ao
céu.[178]
Transportes
Estação Central de Autocarros de Jerusalém
O aeroporto mais próximo de Jerusalém é o
Aeroporto Internacional de Jerusalém ou
Aeroporto Atarot, que foi usado para voos
domésticos até ao seu fechamento em 2001.
Desde então tem estado sob o controlo das
Forças Armadas Israelenses devido a
distúrbios em Ramallah e a Cisjordânia. Todo
o tráfego aéreo a partir de Atarot foi
desviado para o Aeroporto Internacional Ben
Gurion, o maior e mais movimentado aeroporto
israelense, que serve cerca de nove milhões
de passageiros anualmente.[179]
A Egged, a segunda maior empresa de
autocarros do mundo,[180] lida com a maioria
do serviço de autocarro local e intercidades
que sai da Estação Central de Autocarros na
Estrada de Jaffa perto da entrada ocidental
de Jerusalém a partir da autoestrada número
1. Em 2008, autocarros da Egged, táxis e
carros privados são as únicas opções de
transporte em Jerusalém. Contudo, isto irá
mudar com a construção do Light rail de
Jerusalém, um sistema ferroviário que está
em construção.[181] O sistema ferroviário
será capaz de transportar cerca de 200 000
pessoas diariamente. Terá 24 paragens, e a
sua conclusão está planeada para Janeiro de
2009.[182]
Via rápida Begin.
Outra obra em andamento é uma nova linha
para comboio de alta velocidade de Tel Aviv
para Jerusalém,[182] que está planeada para
2011. O seu terminal será uma estação
subterrânea (80m de profundidade) que
servirá o Centro Nacional de Congressos e a
Estação Central de Autocarros[183] e está
planejado que seja eventualmente expandida
até à estação de Malha. A Israel Railways
opera serviços de comboio para estação de
comboios de Malha a partir de Tel Aviv via
Beit Shemesh.[184][185]
A Via Rápida Begin é uma das maiores vias
transversais norte-sul de Jerusalém; vai
desde o lado ocidente da cidade, fundindo no
norte com a Via 443, que continua em
direcção de Tel Aviv. A Via 60 atravessa o
centro da cidade perto da Linha Verde entre
Jerusalém Este e Oeste. A construção está a
progredir em partes de uma via circular de
35 quilómetros à volta da cidade,
providenciando ligações mais rápidas entre
os subúrbios.[186][187] A metade oriental do
projecto foi conceptualizado há decadas, mas
reacção à autoestrada proposta é ainda
mista.[186]
Educação
O campus da Universidade Hebraica de
Jerusalém no Monte Scopus
Jerusalém abriga diversas universidades
prestigiadas, com cursos oferecidos em
hebraico, árabe, e inglês. Fundada em 1925,
a Universidade Hebraica de Jerusalém[188] é
uma das mais respeitadas instituições de
ensino superior em Israel. A Comissão de
Diretores já incluiu figuras judaicas
proeminentes no campo intelectual, tais como
Albert Einstein e Sigmund Freud.[189] A
universidade também produziu vários
laureados do Prêmio Nobel; dentre recentes
ganhadores do prêmio associados com
Universidade Hebraica incluem Avram Hershko,[190]
David Gross[191] e Daniel Kahneman.[192] Um
dos maiores bens da universidade é a
Biblioteca Nacional de Israel, que abriga
mais de cinco milhões de livros.[193] A
biblioteca foi inaugurada em 1892, mais de
três décadas antes da fundação da
Universidade, e é um dos maiores
repositórios do mundo sobre temas judeus.
Atualmente, a biblioteca é ao mesmo tempo a
biblioteca central da universidade e
biblioteca nacional.[194] A Universidade
Hebraica é constituída de três campi em
Jerusalém, no Monte Scopus, no Givat Ram e
um campus médico no Hospital Hadassah Ein
Karem.
A Universidade Al-Quds foi fundada em
1984[195] para servir como principal
universidade para os povos árabes e
palestinos. Segundo a própria universidade,
é descrita como a "única universidade árabe
em Jerusalém".[196] A Universidade Al-Quds
se localiza ao sudeste da cidade, num campus
de 190 mil metros quadrados (47 acres).[195]
Outra instituição de ensino superior em
Jerusalém é a Academia de Música e Dança de
Jerusalém e a Academia de Arte e Design
Bezalel, que tem seus edifícios localizados
nos campi da Universidade Hebraica.
O campus da Universidade Hebraica de
Jerusalém no Givat Ram
A Faculdade de Tecnologia de Jerusalém,
fundada em 1969, combina treinamentos em
engenharia e outros campos de alta
tecnologia com um programa de estudos
judeus.[197] É uma das muitas escolas de
Jerusalém, tanto do ensino fundamental
quanto superior que combinam estudos
seculares e religiosos. Existem, na cidade,
diversas instituições religiosas e Yeshivas,
sendo que a Mir yeshiva alega ser a
maior.[198] No período de 2003-2004, haviam
aproximadamente 8 mil alunos colegiais em
escolas de hebraico.[3] Contudo, devido à
grande quantidade de alunos no sistema
Haredi, somente cinquenta porcento se
matriculavam nos exames (Bagrut), e somente
37% estavam aptos a se formar. Ao contrário
das escolas públicas, muitas escolas Haredi
não preparam seus alunos para realizar os
testes padrões.[3] Visando atrair maior
quantidade de alunos universitários para
Jerusalém, a cidade inicou uma série de
incentivos financeiros para subsidiar
moradia para os estudantes que alugam
apartamentos no centro de Jerusalém.[199]
Colégios para árabes em Jerusalém e em
outras partes de Israel são criticadas por
oferecer uma educação de qualidade inferior
à provida aos israelenses judeus.[200]
Enquanto muitas escolas da Jerusalém
Oriental, predominantemente árabe, se
encontra à margem de sua capacidade, sendo
criticada pela superlotação, o poder local
de Jerusalém está construindo mais de uma
dúzia de novas escolas nos bairros árabes da
cidade. Três escolas, nos bairros de Ras
el-Amud e Umm Lison, serão abertas em
2008.[201]
Esportes
Estádio Teddy Kollek.
Os dois esportes mais populares em
Jerusalém, e em Israel como um todo, são o
futebol e o basquetebol.[202] Beitar
Jerusalem Football Club é um dos mais
populares times em Israel. Dentre os seus
fãs encontram-se vários antigas e atuais
figuras políticas que mantém o compromisso
de estarem presentes em seus jogos.[203]
Outro grande time de futebol, e um dos
maiores rivais do Beitar, é o Hapoel Katamon
F.C. , enquanto que o Beitar foi campeão da
Copa de Israel por cinco vezes,[204] e
Hapoel só ganhou a copa uma vez. Ademais
Beitar joga na mais prestigiada Liga ha'Al,
enquanto Hapoel se encontra na terceira
divisão da liga nacional.
No basquete, Hapoel Jerusalem está em alta
posição na primeira divisão, embora ainda
não tenha ganho nenhum campeonato, o clube
ganhou a copa nacional quatro vezes, e a
Copa ULEB em 2004.[205] Desde sua abertura,
o Estádio Teddy Kollek é o principal estádio
de Jerusalém para sediar jogos de futebol,
com capacidade para 21 mil pessoas.[206] |