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Egito

Egito, um país à procura de turistas.
Depois da crise de 2011, os turistas sumiram e os preços baixaram no Egito, terra de alguns dos mais conhecidos cartões-postais do planeta. Além de rezar cinco vezes por dia voltados para Meca, todos os muçulmanos em boas condições físicas devem visitar a cidade sagrada do islamismo pelo menos uma vez na vida.

Para todo o resto da humanidade, ateus e crentes dessa e de outras religiões incluídos, viajar para o Egito deveria ser um roteiro igualmente obrigatório.

Visitar o berço da civilização ocidental provoca um raro tipo de êxtase estético — que vem a ser o mais próximo que o não crente pode chegar de um êxtase religioso. Trata-se de algo que se sente apenas naqueles locais em que a beleza dos monumentos e a história que eles carregam nos enchem de fascínio e orgulho pelas realizações da humanidade. Há muita beleza em muitos lugares do mundo, mas em poucos você será convidado a viajar para tão longe na história da nossa própria espécie.

Infelizmente, o país que inventou, além do papiro, o turismo de massa (Napoleão, que esteve por lá em 1798, teria cunhado o primeiro e mais eficiente slogan turístico de todos os tempos: "Do alto dessas pirâmides, 40 séculos nos contemplam"), viu o outrora constante e crescente fluxo de visitantes desabar nos últimos três anos. Desde que a chamada Primavera Árabe tomou conta das ruas do Cairo (em janeiro de 2011), movimento seguido pela renúncia do presidente Hosni Mubarak (em fevereiro de 2011), um golpe militar (em julho de 2012) e novas eleições presidenciais (no mês passado), o turismo no Egito nunca mais foi o mesmo.

Mais vendedores do que turistas

Sameh Saad, conselheiro do ministério do Turismo egípcio, estima que o país tenha perdido mais de 4 milhões de turistas entre 2010 (quando foi visitada por 14,7 milhões de estrangeiros) e 2013 (quando recebeu 10 milhões de viajantes). A percepção, na prática, porém, é que as perdas tenham sido muito maiores, já que nessa contabilidade de turistas entram aqueles que voam direto para locais como o balneário de Sharm El-Sheik, sem passar pelo Cairo ou por outros destinos tradicionais de turismo como Luxor.

Atrações como o Vale dos Reis, o Museu do Cairo e as pirâmides, que até 2010 exigiam espera em longas e demoradas filas, estão, se não vazias, assustadoramente calmas. Em alguns locais, há mais vendedores tentando empurrar bugigangas para os poucos turistas circulando do que gente fazendo selfie. A perda de visitantes tem sido desastrosa para a economia egípcia, abatendo grandes e pequenos comerciantes que dependiam da confiança dos estrangeiros na relativa estabilidade da nação.

Péssima notícia para o Egito, é verdade, mas uma ótima oportunidade para quem, como eu e boa parte da humanidade, sempre sonhou em visitar o país. A necessidade de revitalizar o turismo obrigou as empresas que operam rotas no país a baixar preços e elevar mordomias — como hotéis cinco estrelas, guias falando português e transporte terrestre exclusivo. O pacote CVC Brasileiros no Egito, por exemplo, com 12 dias e 11 noites e saídas até 8 de setembro de 2014, custa US$ 2,7 mil por pessoa (cerca de R$ 5,9 mil, com o câmbio da CVC a R$ 1,99), incluindo passagens aéreas, hospedagem, passeios, transporte terrestre e guia falando português. Para comparação: na mesma empresa, um pacote de 12 dias para o Rio de Janeiro pode custar R$ 5,2 mil — e sem passeios.

As 7 maravilhas do Egito

1 Pirâmides de Gizé

Se você não é marciano, há uma boa chance de que as pirâmides estejam na sua lista de prioridades de lugares a conhecer um dia. Visitando o Egito, é provável que esse seja o primeiro passeio do seu roteiro. Vá em frente: a paisagem é realmente deslumbrante, e a emoção de estar diante de uma das imagens mais icônicas do planeta é algo para não se esquecer jamais. Mas há outros monumentos que vão impressioná-lo ainda mais, acredite.

2 Karnak

Prepare-se para se sentir minúsculo diante da grandiosidade do complexo de santuários, quiosques, pilones e obeliscos dedicados aos deuses de Tebas e aos faraós. No grande templo de Amon-Rá, o conjunto de colunas gigantes em forma de papiro é arrebatador e coloca sob nova perspectiva todos os templos grandiosos em que você já esteve.

3 Abu Simbel

Os dois templos de Abu Simbel ficam diante do Lago Nasser, a apenas 40 quilômetros da fronteira com o Sudão, em uma paisagem que já seria bela se não tivesse um dos conjuntos de monumentos mais impressionantes do Egito. Quatro estátuas colossais com mais de 20 metros de altura guardam a entrada do templo, e parecem anunciar aos vizinhos do sul que deveriam pensar duas vezes antes de tentar invadir o país dos faraós.

4 Luxor

Concentra o maior número de monumentos por metro quadrado do Egito. O Nilo funciona como moldura deste museu a céu aberto que reúne o Vale dos Reis, onde você pode visitar os túmulos dos faraós, o templo da rainha-faraó Hatchepsut (acima), os colossos de Mêmnon e o templo de Medinet Habu.

5 Deserto Branco

Enquanto visitar a Lua ainda não é opção, o mais próximo que você pode chegar da experiência de uma paisagem extraterrestre é o Deserto Branco (Sahra al-Beida). A cerca de 20 quilômetros de Farafra, esculturas naturais em formatos inusitados brotam do chão (você vai se divertir identificando nas rochas figuras de galinhas ou camelos). O nascer e o pôr do sol são de tirar o fôlego, assim como os passeios de 4x4.

6 Cruzeiro no Nilo

Uma das experiências mais emblemáticas do Egito, os cruzeiros no Nilo são uma ótima opção para percorrer o país aproveitando a paisagem do rio mais extenso do mundo. Há opções curtas (de três a quatro dias) e longas (pelo menos uma semana). A rota mais popular é a que liga Luxor a Assuã. O trecho, que costumava ser muito movimentado, está bem mais calmo desde 2011.

7 Museu Egípcio

O Museu do Cairo, bem ao lado da Praça Tahir, é daqueles museus aos quais se pode voltar várias vezes sem nunca sair com a sensação de que se viu tudo. A joia da coroa, porém, é o tesouro do faraó Tutancâmon (a múmia, no entanto, está no Vale dos Reis, na tumba original — aquela que ficou conhecida por uma "maldição").

Por: Cláudia Laitano do site ZH.

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